sexta-feira, 27 de março de 2026

Dia Mundial da Adesão - 40% dos doentes em Portugal não cumprem a medicação de forma consistente

 

Dia Mundial da Adesão


40% dos doentes em Portugal não cumprem a medicação de forma consistente


     Cerca de 35% dos inquiridos não fala com o médico/farmacêutico sobre o não cumprimento da medicação, revela um inquérito nacional;

Quase metade dos doentes considera não ter literacia em saúde suficiente para compreender a sua própria doença.

Um em cada três doentes que falha a toma da sua medicação omite esta informação ao seu médico.

 Não por vergonha ou por medo, mas, na maioria dos casos, por não acharem relevante (57,5%). 

É este o retrato que emerge do estudo ‘Adesão à Terapêutica na Doença Crónica 

- A Visão dos Doentes’.

O inquérito, realizado pela Spirituc com o apoio da Servier Portugal a propósito do Dia Mundial da Adesão, que se assinala hoje, e em parceria com a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) e Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), ilustra ainda um paradoxo: dois em cada três doentes afirmam que o seu médico pergunta sempre se estão a cumprir a medicação. 

A resposta, porém, parece nem sempre ser verdadeira ou completa.

No caso destas duas patologias, as mais prevalentes segundo o inquérito, 53,3% dos inquiridos referem colesterol elevado, 43,7% hipertensão arterial e cerca de 26% ambas em simultâneo

 — Hipertensão e Dislipidemia são duas das doenças crónicas mais prevalentes e com maior impacto cardiovascular. Neste contexto, os dados indicam que uma elevada percentagem destes doentes está medicada: 91,2% e 73,1% dos doentes, respetivamente, indicam estar em tratamento. 

Mas entre os doentes que não fazem medicação, cerca de sete em cada dez afirmam não ter qualquer receio de que a sua doença se descontrole ou agrave. 

Por se tratarem de doenças silenciosas, muitos doentes acabam por subestimar um risco que se vai acumulando ao longo do tempo.

Os dados revelam também que, em teoria, a adesão à terapêutica é amplamente valorizada pelos doentes (59,7% estão altamente conscientes), embora essa valorização nem sempre se traduza numa aplicação consistente no dia a dia. Cerca de 40% dos doentes não tomam a medicação tal como indicado pelo médico, num dado que reforça necessidade de soluções que promovam a continuidade e a rotina. 

Dos que nem sempre cumprem, o esquecimento é o principal motivo (94,8%).

Face aos dados do estudo realizado nos mesmos moldes no ano anterior, regista-se um crescimento na percentagem de doentes que não fazem medicação por se "sentirem bem" (32,9% face a 21,9%) e também um aumento da percentagem de indivíduos sem acompanhamento médico regular (20,5% face a 14,1%).

Os dados dão ainda conta que, quando questionados sobre o fator que mais dita o incumprimento da medicação, a principal causa apontada é a ausência de sintomas (33,2%), seguida da "gravidade percecionada" da doença (17,2%) e da posologia (15,8%).

Quase metade dos doentes inquiridos (46,4%) é classificado como "não literado" em saúde: ou seja, não possuem os conhecimentos nem as competências necessárias para compreender e aplicar no seu dia a dia a informação de que precisam para gerir a sua própria doença. 

Tal significa que parece existir um fosso entre a linguagem da medicina e a realidade de quem vive com ela. 

A este dado junta-se outro, igualmente revelador: mais de um em cada cinco inquiridos considera que as notícias e a comunicação sobre saúde nos meios de comunicação social são difíceis ou muito difíceis de compreender.

A esmagadora maioria dos inquiridos neste estudo (87,8%) toma medicação para a sua doença crónica e, destes, 55% dos inquiridos toma mais de dois medicamentos diferentes para as suas doenças crónicas, 18,5% tomam quatro ou mais medicamentos diferentes e 46,3% fazem medicação regular há mais de 5 anos.


Outros dados do estudo:

Cerca de metade dos inquiridos acredita que a "Não adesão" à terapêutica impacta diretamente no controlo da sua doença crónica, apesar de 40% não tomarem a medicação tal como indicado pelo médico;

Dos inquiridos que valorizam o cumprimento da medicação, nove em cada dez consideram que a não adesão leva ao “não controlo” de uma doença crónica e cerca de metade acreditam que a não adesão pode aumentar o número de internamentos ou idas a urgências.

Em Portugal, o Dia Mundial da Adesão e as atividades ligadas à celebração desta efeméride contam com o apoio da Associação Nacional das Farmácias, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Portugal AVC, Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Sociedade Portuguesa de Hipertensão, Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e Servier Portugal.


Ficha técnica do estudo: 

No estudo foram envolvidos indivíduos residentes em território nacional, com idade igual ou superior a 35 anos, com diagnóstico de doença crónica. 

No final do estudo, obtiveram-se um total de 600 questionários completos e válidos. 

A esta amostra global corresponde uma margem de erro de 4,00% para um intervalo de confiança de 95%. 

A recolha de informação e trabalho de campo decorreu entre os dias 18 de Fevereiro e 09 de março de 2026.


Sobre a Servier Portugal


O início da atividade do Grupo Servier em Portugal remonta a 1964, mas foi em 1978 que a empresa se estabeleceu enquanto filial: nascia a Servier em Portugal. Atualmente com uma equipa de aproximadamente 150 colaboradores, a Servier Portugal dedica a sua atividade às áreas de Hipertensão, Dislipidemia, Doença Venosa Crónica, Doença Hemorroidária, Diabetes, Insuficiência Cardíaca, Depressão e Oncologia. 

Em específico na área de Oncologia com soluções terapêuticas para os Cancros Colorretal, Gástrico, Pancreático, Colangiocarcinoma e Leucemia Linfoblástica Aguda. 

Fundada para servir a saúde, somos uma empresa farmacêutica internacional e independente, governada por uma fundação sem fins lucrativos com sede em Suresnes, França. Estamos comprometidos com o progresso terapêutico para responder às necessidades dos doentes com a ajuda de profissionais de saúde.

 Estamos profundamente cientes das nossas responsabilidades para com os doentes, médicos e profissionais de saúde.

 Mais informação: www.servier.pt





quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Como ter um sono perfeito

 

Escolha a melhor posição para dormir


Ter um sono perfeito é mais do que simplesmente dormir muitas horas trata-se de qualidade, consistência e hábitos saudáveis. 


Aqui vão algumas estratégias respaldadas por especialistas para transformar suas noites:


🛏️ 1. Estabeleça uma rotina regular

Vá para a cama e acorde sempre no mesmo horário, inclusive aos fins de semana.

Isso regula o relógio biológico e facilita o sono profundo.

🌙 2. Crie um ambiente propício ao descanso

Mantenha o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável.

Invista em um colchão e travesseiros confortáveis.

📵 3. Desconecte-se antes de dormir

Evite telas (telemóvel, TV, computador) pelo menos 1 hora antes de deitar.

A luz azul inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono

🧘 4. Relaxe corpo e mente

Técnicas como respiração profunda, meditação ou leitura leve ajudam a desacelerar.

Um banho morno também pode sinalizar ao corpo que é hora de dormir.

☕ 5. Cuidado com o que consome

Evite cafeína, álcool e refeições pesadas à noite.

Prefira chás calmantes como camomila ou erva-cidreira.

🏃 6. Mexa-se (mas na hora certa)

Exercícios físicos ajudam a dormir melhor, mas evite-os no fim do dia.

💤 7. Evite cochilos longos

Sestas acima de 30 minutos, especialmente à tarde, podem atrapalhar o sono noturno.

Se mesmo com essas dicas o sono continuar insatisfatório, pode ser útil procurar um especialista em medicina do sono.















quarta-feira, 1 de outubro de 2025

“Quando pergunto às pessoas se preferiam ter cancro ou demência, respondem ‘cancro’”

 

“Quando pergunto às pessoas se preferiam ter cancro ou demência, respondem ‘cancro’”


Essa frase foi dita pela neurocientista Luísa Lopes, da Fundação GIMM e da Faculdade de Medicina de Lisboa, numa entrevista recente à Visão. 


Ela reflete uma percepção comum e inquietante: muitas pessoas têm mais medo da perda de memória e da deterioração cognitiva do que da própria morte. 

O cancro, apesar de grave, é frequentemente associado a possibilidades de tratamento, luta e até cura. 

Já a demência é vista como uma erosão lenta da identidade, da autonomia e das relações.


Essa preferência não é apenas emocional


Ela também se relaciona com o estigma social e o impacto profundo que a demência tem na qualidade de vida. 


Estudos mostram que pacientes com demência muitas vezes recebem menos cuidados oncológicos quando têm também cancro, o que levanta questões éticas e médicas sobre como tratamos essas doenças em conjunto.

Curiosamente, há evidências científicas de uma relação inversa entre cancro e Alzheimer: pessoas com histórico de cancro têm menor probabilidade de desenvolver demência, e vice-versa. 

Isso tem intrigado pesquisadores e pode abrir caminhos para novas abordagens terapêuticas.


https://mega.nz/file/zQ9HRYaR#v0kb9ktWgrZOfSqHlEg3Z4jiPHvw83G2YVRo-cNkdJs











terça-feira, 4 de março de 2025

Porque é que estamos cada vez mais gordos ?


Hoje assinala-se o Dia Nacional de Luta contra a Obesidade


Estudos mostram que a obesidade é mais passível de preconceito e discriminação do que o género ou questões raciais, incluindo no local de trabalho, instituições educacionais, e até mesmo nos cuidados de saúde.

 Infelizmente, no caso da obesidade, esta atitude continua a ser socialmente aceitável e raramente é desafiada. 


Existem vários fatores que contribuem para o aumento da obesidade em muitas partes do mundo, incluindo Portugal:

  1. Dieta Moderna: Muitos alimentos processados são ricos em calorias, açúcares e gorduras, mas pobres em nutrientes. 

  2. O fácil acesso a junk food e fast food pode levar ao ganho de peso.

  3. Estilo de Vida Sedentário: Com o avanço da tecnologia, passamos mais tempo sentados, seja no trabalho, a ver televisão, ou a usar dispositivos eletrónicos.

  4.  Menos atividade física contribui para o aumento de peso.

  5. Aspectos Socioeconómicos: Em algumas regiões, alimentos mais saudáveis podem ser mais caros ou menos acessíveis. 

  6. Além disso, o stress e a falta de tempo podem levar a escolhas alimentares menos saudáveis.

  7. Genética e Biologia: Algumas pessoas têm uma predisposição genética para ganhar peso mais facilmente. 

  8. Fatores biológicos, como desequilíbrios hormonais, também podem influenciar o peso corporal.

  9. Marketing e Publicidade: A publicidade de alimentos pouco saudáveis, especialmente voltada para crianças, pode influenciar as escolhas alimentares e levar ao consumo excessivo de calorias.

  10. Mudanças Culturais: Em algumas culturas, houve uma mudança na percepção do que é uma dieta "normal".

  11.  Porções maiores e refeições mais calóricas tornaram-se comuns.

Esses são apenas alguns dos muitos fatores que contribuem para o aumento da obesidade. 

É um tema que envolve questões individuais, sociais, económicas e culturais.




sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Escassez de recursos humanos compromete acesso adequado ao medicamento no Serviço Nacional de Saúde

 

Escassez de recursos humanos compromete acesso adequado ao medicamento no Serviço Nacional de Saúde


Dados do Índex Nacional de Acesso ao Medicamento Hospitalar mostram que escassez de recursos afeta 80% das instituições do SNS;


Relatório foi apresentado no Fórum do Medicamento, onde também se discutiu a implementação do novo Regulamento Europeu de Avaliação das Tecnologias de Saúde;

Índex confirma ainda que a carga administrativa se agravou enquanto barreira de acesso ao medicamento e que ruturas continuam a ser vistas como um problema grave.

Quando se trata do circuito do medicamento, as instituições hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) confirmam estarem dotadas de recursos humanos adequados, mas claramente insuficientes. 

Uma escassez que afeta, na esmagadora maioria dos casos (80%), o acesso adequado aos medicamentos por parte dos utentes.

 Os dados integram o Estudo Intercalar do “Índex Nacional de Acesso ao Medicamento” de 2024, apresentado na 16.ª edição do Fórum do Medicamento, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), com o apoio da AstraZeneca, e que, segundo Xavier Barreto, presidente da APAH, “evidenciam aquilo que vemos no terreno todos os dias: vários indicadores melhoram por ação das Unidades Locais de Saúde (ULS) e das suas farmácias hospitalares, mas a escassez de recursos humanos é um problema crescente e que coloca em risco os nossos resultados”.

“Pior: a escassez de recursos humanos, particularmente de Farmacêuticos, prejudica o acesso a serviços que poderiam fazer a diferença para os nossos doentes, como é o caso da consulta farmacêutica”, refere ainda o especialista. Consulta que, mostram os dados, já está implementada em 52% das instituições, mas tem na questão dos recursos humanos, segundo Xavier Barreto, um “fator limitante.

 É preciso formar e contratar mais farmacêuticos hospitalares, dando-lhes tarefas acrescidas em relação ao que fazem hoje”. 

Ainda no que diz respeito às barreiras de acesso ao medicamento, o Índex mostra que a maioria das instituições (86%) afirma que a carga administrativa é a grande barreira neste processo. 

Para o presidente da APAH, isso deve-se ao facto de “grande parte dos departamentos de compras ter sido assoberbado com o acrescento de trabalho resultante da integração das compras dos cuidados primários. Na maior parte dos casos, sem reforço de pessoal.

 Isso, como é natural, faz com que a carga administrativa seja ainda mais percecionada como um obstáculo”. 

O Índex mostra ainda que as ruturas de medicamentos continuam a ser vistas como um problema grave para 93,1% das instituições, o que confirma que há ainda mais a ser feito, como “prever consumos, negociar com maior antecedência acordos plurianuais com fornecedores, e garantir que o negócio é sustentável para todas as partes. 

Não posso deixar de dizer que as ruturas, não obstante criem uma sobrecarga de trabalho para as farmácias, geralmente não têm impacto no doente. 

São resolvidas via empréstimos, entreajuda entre farmácias, opção por outras alternativas terapêuticas.”

De facto, mostram os resultados, assistiu-se a uma evolução positiva ao nível da organização dos serviços no sentido de resolução dessas ruturas: 38% possuem um departamento, núcleo ou pessoa responsável por avaliar o impacto das ruturas, 83% um departamento, núcleo ou pessoa responsável por solucionar estes problemas e 69% um registo das ocorrências das mesmas. 

Ao todo, 79,3% das instituições tem implementado um programa de dispensa de medicamentos em proximidade, ainda que a nova regulamentação tenha sido apontada como responsável por limitar a tipologia de medicamentos a enviar, não abordar critérios por patologia, grau de incapacidade ou distância geográfica, limitar a entrega no domicílio e não estabelecer um claro circuito de distribuição/transportadora. 

Regulamentação que Xavier Barreto considera que “pode traduzir-se numa redução do benefício para os doentes, no sentido em que a entrega em proximidade não vai evitar que tenham de vir ao seu hospital para dispensa de alguns fármacos. 

A falta de definição de um circuito abre espaço para assimetrias entre diferentes ULS. As soluções não têm de ser iguais em todo o País, mas importa que estejam definidas e que sejam claras para todas as partes”. 

Do Índex, há ainda a salientar um aumento da despesa com medicamentos em 86% das instituições.

 A responsabilidade é, segundo o presidente da APAH, “claramente, da inovação terapêutica. Temos novos fármacos, geralmente mais eficazes, mas também mais caros.

 A decisão da sua introdução no SNS, bem como a definição do seu preço, não está no âmbito das ULS. O aumento de produção também contribui para este aumento.

 Se fazemos mais consultas e tratamentos, é natural que os custos aumentem.

 É um dos principais riscos financeiros para o SNS e deve ser alvo de uma atenção específica por parte do Governo”. 











quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Pomadas para minimizar os efeitos das picadas de insetos

 

Maleato de dexclorfeniramina


A pomada de maleato de dexclorfeniramina tem ação antialérgica que ajuda a aliviar a coceira ou vermelhidão na pele causadas pela picada de insetos. 


Alguns exemplos de pomadas ou cremes dermatológicos com maleato de dexclorfeniramina são Polaramine ou Histamin, por exemplo, e não devem ser usados por crianças com menos de 2 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, em áreas da pele que apresentem bolhas ou por pessoas que possuem alergia a essa substância ativa 

Como usar: aplicar 2 vezes por dia na região da pele afetada até a melhora dos sintomas.

 É recomendado não cobrir a área que está sendo tratada. 

Além disso, essas pomadas não devem ser aplicadas nos olhos, boca, nariz, nos órgãos genitais ou em outras mucosas.


Fonte JN


quinta-feira, 23 de maio de 2024

Um abraço por dia, não sabe o bem que lhe fazia

 

Um abraço por dia, não sabe o bem que lhe fazia


Quais são os benefícios dos abraços


Dar e receber abraços é um contacto primitivo e uma forma de transmitir o que sentimos aos outros. São parte da nossa vida quotidiana e servem para expressar muitos sentimentos e emoções, seja carinho, apoio, alegria, desejo, cumplicidade, etc., mas, além disso, produzem uma infinidade de benefícios que influenciam diretamente no nosso bem-estar físico e mental.


1 – Fica-se mais feliz!


Quando abraçamos alguém de quem gostamos, o corpo liberta uma substância denominada oxitocina, a hormona do amor e da felicidade, que está relacionada com a sensação de bem-estar tanto físico como mental. 

É por isso que os abraços nos ajudam a sentir bem e a transmitir uma boa energia que se reflete numa melhora do estado de ânimo. 

Por isso os abraços são muito benéficos para combater o stress, superar bloqueios mentais e recuperar-se de sentimentos de nostalgia ou tristeza. 

Ela aumenta os sentimentos de apego, conexão, confiança e intimidade e ajuda a curar a solidão, o isolamento e até a raiva.

O abraço é processado pelo sistema nervoso como uma recompensa, e por isso tem um impacto importante na mente humana, fazendo com que tenhamos uma sensação de felicidade e alegria.

Não importa se estamos abraçando ou sendo abraçados, a simples conexão física com o outro já nos torna mais felizes. 

Os abraços ainda ajudam a cultivar a paciência e demonstrar apreço, além de estimular a libertação de dopamina, a hormona do prazer, e serotonina, a hormona do bemestar, amplamente associado ao bom humor e estimula as mesmas áreas do cérebro aliadas à sensação de bem-estar e aumenta a autoestima.

 Por todos estes motivos, os abraços podem inclusive ser importantes no tratamento da depressão.


2 – Desenvolve relacionamentos


Os abraços são um bom remédio para superar a solidão, pois oferecem um contacto físico que consegue que as pessoas se sintam protegidas, apoiadas e compreendidas. 

Geram também um sentimento de agradecimento e favorecem a comunicação afetiva e o desenvolvimento da empatia. 

Tudo isso é essencial para melhorar as nossas relações sociais e sentir-nos bem mais confiantes e seguros.

Os relacionamentos são parte fundamental das nossas vidas. 

Amar e ser amado é algo que todos procuramos, e os abraços podem ser parte importante deste objetivo.

A troca de energia que ocorre durante um abraço é um investimento no relacionamento, e ajuda a criar empatia e compreensão. 

Dessa forma, as relações fortalecem-se e adquirem níveis mais profundos, relacionamentos positivos são fundamentais para trazer felicidade a todas as áreas das nossas vidas.

Um abraço ainda pode oferecer conforto a alguém que esteja a passar por um momento ou situação difícil na vida. 

Às vezes não temos ideia do quanto uma pessoa pode estar precisando de um abraço, e de como um contacto próximo, mesmo que rápido, pode trazer um sorriso e um pouco de luz a um dia triste.

Os abraços representam um contacto físico tão próximo e íntimo que ao dá-los ou recebê-los, permitimo-nos sentir tanto a respiração como os batimentos do coração da outra pessoa. Isto faz com que sejam ideais para estreitar vínculos, o que se acentua num casal. 

No casal os abraços, além de serem um gesto de afeto e carinho, provocam a liberação de dopamina que é uma hormona que contribui para o aumento do desejo sexual.


3 – Reduz a tensão arterial


Quando abraçamos alguém a nossa ‘hormona do amor’ dispara.

 Esta hormona, conhecida como oxitocina, desempenha um papel fundamental na redução de cortisol o que faz descer a pressão arterial. 

Estudos mostram que os abraços têm o poder de reduzir os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea, além de diminuir o risco de doenças cardíacas. Isso ocorre, pois a pele possui uma rede de centros de pressão que ficam em contacto com o cérebro por meio de nervos ligados a vários órgãos, inclusive o coração.


4 – Reforça o sistema imunitário.


A leve pressão no esterno e a descarga emocional ativam o chakra do plexo solar, que por sua vez estimula a glândula timo. 

Esta glândula regula e equilibra a produção de glóbulos brancos, contribuindo para a manutenção de altos níveis de imunidade. 

De acordo com um estudo conduzido pela universidade de Carnegie Mellon (EUA), abraçar, especialmente no caso de pessoas que sofrem de altos níveis de stress, ajuda a tornar as pessoas mais resistentes a infeções.


5 – Reduz o stress


Os abraços diminuem os níveis de cortisol, conhecido como a hormona do stress. 

Altos níveis desta hormona podem prejudicar a saúde. 

Estudos encontraram evidências de que pessoas que foram mais abraçadas na infância demonstram menos sintomas de stress na vida adulta. 

A afeição física também ajuda a atenuar as nossas reações a situações stressantes e contribui para reduzir a ansiedade.


6 – Alivia a dor


A oxitocina faz-nos sentir menos dor. 

Abraçar também é muito eficaz para aliviar tanto o desconforto físico e emocional.


7 – Relaxa os músculos


Ao promover a libertação de “hormonas boas” e reduzindo a tensão arterial, o abraço ajuda também a descontrair os músculos, ajudando a libertar e diminuir a tensão no corpo, deixandonos mais calmos e relaxados.


8 – Oferece proteção


O toque carinhoso de um abraço ajuda a criar uma sensação de segurança, já que nos sentimos totalmente protegidos quando abraçamos alguém que amamos.

 Além disso, cientistas encontraram evidências de que os abraços ajudam a reduzir nossas preocupações e medos existenciais. 

Estudos também mostram que as sensações táteis dos abraços protetores que  recebemos de nossos familiares na infância se mantêm no sistema nervoso quando nos tornamos adultos, e ajudam a aumentar nossos sentimentos de confiança, autoestima e amor-próprio.


9 – Queima calorias:


Abraçar queima cerca de 12 calorias.


10 – Promove a saúde do cérebro e a memória.


Quando a oxitocina é libertada na corrente sanguínea o poder da memória melhora. 

Também estimula o sistema nervoso parassimpático contribuindo para encontrar um equilíbrio entre ativação e calma.

Benefícios dos abraços entre pais e filhos

– Abraçar ativa as endorfinas, que ajudam a aumentar a sensação de alegria e afastam as dores, ansiedade ou tristeza.

– Os abraços geram uma sensação de segurança nas crianças e tornam-nas pessoas mais seguras e com mais confiança em si mesmas.

– Abraçar fortalece o vínculo entre o bebé e os pais e potencializa a sensação de união e compreensão.

– O abraço transmite calma e tranquilidade para as crianças.

– Os abraços fortalecem a autoestima da criança.

É tão bom dar um abraço, como recebê-lo e um abraço acaba sendo medicinal quando são os nossos filhos que nos dão.


A Terapia do Abraço


Um abraço terno faz qualquer ser humano sentir-se melhor.

 E esta é uma espécie de corrente internacional, construída com o objetivo de espalhar abraços e, claro, um pouco de felicidade para a nossa vida, que nem sempre é fácil.

O psicoterapeuta mexicano Omar Villalobos afirma que trata-se de uma técnica terapêutica impulsionada pelo contacto físico, “pelo toque”. 

O objetivo pode ser curar um simples desalento, como também fazer com que alguém que esteja com uma doença realmente grave, sinta-se fortalecido.

Os defensores enfatizam que os benefícios englobam o físico e o emocional, destacando que fenómenos físicos podem decorrer do ato de abraçar. 

Há comprovações científicas que baseiam a ideia.

 Quando se abraça outra pessoa, com ternura, o corpo liberta dopamina, endorfinas e oxitocina, químicos que impulsionam o bem-estar.


Tipos de abraço


1 – Abraço superficial: É aquele dado de maneira casual. Geralmente é realizado entre amigos, ou ainda, colegas de trabalho.


2 – Abraço de urso: Quando verdadeiro, é capaz de reconfortar qualquer pessoa, independente da situação.


3 – Abraço caloroso: Demonstra, sobretudo, carinho e afeto por um amigo ou amiga. 

A sua duração costuma ser um pouquinho maior.


4 – Abraço relâmpago: Quando menos se espera, eis que ele acontece. Normalmente, vem a partir de um impulso.


5 – Abraço em grupo: Realizado com frequência nas escolas ou faculdades. 

Revela, de modo geral, coerência e confiança mútua.


6 – Abraço sanduíche: Um abraço para três ou mais participantes. 

Para tal, duas pessoas ficam de frente uma para a outra, aguardando uma terceira, que ficará providencialmente entre ambas.


7- Abraço pelas costas: Uma agradável surpresa! 

Ele é voltado para aquelas pessoas que desejam surpreender um amigo, amiga, namorada, namorado.


8 – Abraço envolvente: Bastante comum entre casais. 

É como se, de uma hora para outra, os corpos se pudessem comunicar. 

Um abraço envolvente, por sua vez, é quase sempre acompanhado de um beijo mais apaixonado.


9 – Abraço noturno: É dado nos momentos de maior intimidade.

 A sua realização pode ocorrer em diferentes lugares, seja no banho, na cama, no sofá…






Dia Mundial da Adesão - 40% dos doentes em Portugal não cumprem a medicação de forma consistente

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