sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Afinal, por que miam os gatos?

Afinal, por que miam os gatos?

Será o miar dos gatos semelhante ao latido dos cães quando querem a nossa atenção ou porque vêem algo lá fora? Ou é uma linguagem secreta para gatos que os humanos ainda não descobriram?

Amaioria dos gatos mia. Alguns, parece que querem conversar consigo, outros só se manifestam quando querem comida.


Será o miar dos gatos semelhante ao latido dos cães quando querem a nossa atenção ou porque vêem algo lá fora? Ou é uma linguagem secreta para gatos que os humanos ainda não descobriram?

"Miar não é apenas um simples som, é realmente um método de comunicação", diz Mikel Delgado, especialista em comportamento de gatos, à Reader's Digest. O seu animal pode estar a tentar comunicar consigo para dizer que está com fome, que quer atenção, que está entediado ou pode estar apenas a dizer olá.

Portanto, a resposta para a pergunta 'por que miam os gatos?' é bastante vasta. Quanto melhor conhecer o seu gato, mais rapidamente entenderá o que ele quer de si.

Os gatos miam para conversar com humanos?

"Na verdade, os gatos não miam muito para comunicar entre si, mas principalmente para comunicar com os humanos", diz Delgado. Na verdade, os gatos-mãe comunicam com os seus filhotes para que estes não se percam e os gatinhos miarão para as suas mães quando estiverem com fome. Mas, quando crescem, já não comunicam através do miar. Segundo o especialista, trata-se de um som semelhante, mas não igual.


Os gatos gostam de dormir em cima dos donos. Mas porquê?

Os gatos gostam de dormir em cima dos donos. Mas porquê?

Se tem um gato, sabe do que estamos a falar.


Os gatos são animais temperamentais e são capazes de ignorar os donos durante um dia inteiro. Mas, então, por que gostam tanto de se aconchegar durante a noite? Existem algumas razões pelas quais os gatos adoram dormir com os donos. A Reader's Digest falou com especialistas para tentar perceber o fenómeno.


Procuram segurança

Os gatos estão sempre prontos para atacar ou para se defender, portanto, mesmo com sono, os gatos estão também em alerta máximo por quaisquer ruídos ou cheiros. No entanto, dormir é o estado mais vulnerável, o que faz com que procurem uma proteção extra junto do dono.

Procuram calor

Os gatos gostam de absorver o máximo de calor possível, o que inclui a sua temperatura corporal.

Estão a marcar o território

Os gatos gostam de reivindicar o seu território marcando-o com o seu cheiro. Quando dormem em cima de si, podem estar a marca-lo como deles.

Querem criar laços

Os especialistas advertem que esta pode ser uma forma de os gatos dizerem que gostam de si. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Adulteração de Bicicletas Elétricas pode ter consequências graves

Adulteração de Bicicletas Elétricas pode ter consequências graves

Bicicletas com assistência elétrica, também chamadas de bicicletas elétricas, equipadas com um motor elétrico auxiliar com uma potência nominal máxima contínua inferior ou igual a 250 W, cuja alimentação é interrompida, caso o ciclista cesse de pedalar, e reduzida progressivamente até ser interrompida antes de a velocidade atingir 25 km/h.

As Bicicletas Elétricas também estão autorizadas a ser equipados com um modo de assistência ao arranque para a propulsão do motor até 6km/h, para o qual não é necessário pedalar.

Se as Bicicletas Elétricas cumprirem estes requisitos, tal como definidos tanto no Regulamento (UE) 168/2013 como na norma Europeia harmonizada EN 15194:2017, são considerados bicicletas em termos da legislação relativa ao tráfego rodoviário nos Estados-Membros da UE.

Consequentemente, os proprietários das Bicicletas Elétricas não necessitam de qualquer seguro obrigatório de veículos a motor, chapa de matrícula ou carta de condução e estão autorizados a utilizar ciclovias – uma vantagem considerável.

É do interesse de todos manter este estatuto se os utilizadores da Bicicleta Elétrica quiserem usufruir dos mesmos direitos e liberdades que os outros ciclistas. A modificação não autorizada das Bicicletas Elétricas é ilegal e coloca esta situação em risco – e isso diz respeito a toda a indústria da bicicleta.

Em Portugal, não são do conhecimento da ABIMOTA casos de adulteração de Bicicletas Elétricas, no entanto aqui fica o alerta para esta situação que tem ocorrido noutros países e que pode ter consequências graves.

Aumentar a potência e/ou a velocidade máxima para além do limite com a ajuda de kits de adulteração, manipulando as configurações do motor ou proporcionando uma utilização fora de estrada desligando as configurações do motor (permitindo que a velocidade da bicicleta com assistência elétrica seja aumentada acima 25 km/h) resultará na passagem da Bicicleta Elétrica a veículo a motor, de acordo com o Regulamento (UE) 168/2013.[1]

Se a Bicicleta Elétrica se tornar um ciclomotor, aplicam-se requisitos diferentes. Na maioria dos Estados-Membros da UE, aplicam-se as seguintes regras ou orientações:


  • Sujeito à homologação europeia[2]
  • Sujeito à licença de exploração obrigatória (matrícula do veículo)
  • Sujeito à carta de condução obrigatória e, também à idade mínima de condução (a classe depende da velocidade máxima)[3]
  • Sujeito a seguro obrigatório
  • Capacete obrigatório (tipo de ciclomotor)
  • Não podem utilizar ciclovias

Deve ser apresentado comprovativo da resistência à fadiga para todos os componentes relevantes para a segurança (como quadro, forqueta da frente, espigão do selim, guiador e avanço)

As possíveis consequências legais para os utilizadores das Bicicletas Elétricas sujeitas a modificações não autorizadas variam de país para país, mas incluem geralmente:

Infrações administrativas e coimas

  • Ação criminal, precauções: em caso de repetição, a certidão de registo criminal do utilizador pode deixar de estar limpa (registo criminal)
  • Infração ao seguro obrigatório[4]
  • Consequências da infração penal podem incluir apreensão da carta de condução
  • Perda de cobertura de seguro (responsabilidade assumida pelo indivíduo)
  • Perda de responsabilidade por defeito de materiais pelo fabricante
  • Perda de garantia
  • Normalmente, responsabilidade parcial em caso de acidente     


  • As possíveis consequências legais para os retalhistas que fornecem as Bicicletas Elétricas com modificações ou kits não autorizados, ou kits que não respeitem os limites de potência ou de velocidade da Bicicleta Elétrica, incluem:


    • Auxílio e cumplicidade numa infração, participação numa infração administrativa
    • Retalhista responsável por danos pessoais e materiais
    • Perda de cobertura de seguro de responsabilidade civil
    • Os concessionários de bicicletas devem também estar cientes de que, ao contribuírem para modificações não autorizadas (“kitada”) estão a ir contra os regulamentos que regem as Bicicletas Elétricas e a sua utilização, e estão a contribuir para a propagação de adulterações não autorizadas. Por outras palavras, estão a colocar o mercado das bicicletas elétricas em risco.
    • Além disso, a adulteração de uma Bicicleta Elétrica põe em perigo a segurança do veículo, uma vez que uma Bicicleta Elétrica e os seus componentes, incluindo os travões e o quadro, não são concebidos tecnicamente para altas velocidades permanentes.

    • Estas intervenções colocam em risco o utilizador da Bicicleta Elétrica “kitada” e os outros. Outro perigo vem do facto que a utilização de kits ilegais e outros tipos de manipulação podem danificar o sistema do motor e a própria bicicleta.

    • Por conseguinte, a CONEBI (Confederação Europeia da Indústria das 2 Rodas) apela a uma utilização responsável, em conformidade com os regulamentos, e toma uma posição firme contra a modificação não autorizada das Bicicletas Elétricas, que ignora os requisitos regulamentares relevantes.

    • É importante que as bicicletas elétricas, com velocidade máxima para o apoio do motor de 25 km/h – continuem a ser classificados como bicicletas, com todos os direitos e obrigações associadas.

    • Todo o ecossistema do ciclismo deve proteger e preservar este estatuto para que os ciclistas possam continuar a desfrutar deste vento favorável.

    • A CONEBI (Confederação Europeia da Indústria das 2 Rodas), e os seus membros contribuíram para a inclusão explícita dos requisitos “anti-tuning” na norma europeia para as Bicicletas Elétricas (EN 15194: 2017) e regozijam-se por ver que os fabricantes de baterias e sistemas estão a trabalhar continuamente para atualizar as medidas anti-adulteração.

    • [1] As Bicicletas Elétricas equipadas com modo de assistência no arranque acima de 6km/h ou bicicletas com assistência elétrica equipadas com motor que possa impulsionar o veículo acima de 6 km/h sem pedalar, são veículos a motor.
    • [2] Regulamento (UE) n.o 168/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho de 15 de janeiro de 2013 relativo à homologação e fiscalização do mercado dos veículos de duas ou três rodas e dos quadriciclos
    • [3] Diretiva Europeia relativa à carta de condução 2006/126/CE
    • [4]  Diretiva Europeia 2009/103/CE relativa ao seguro de responsabilidade civil que resulta da circulação de veículos automóveis e à fiscalização do cumprimento da obrigação de segurar esta responsabilidade

    sábado, 11 de janeiro de 2020

    Os gatos têm expressões faciais

    Os gatos têm expressões faciais. A culpa é nossa que não os percebemos


    Um estudo levado a cabo por investigadores de uma universidade do Canadá revela que a maioria dos humanos é incapaz de compreender as expressões faciais dos gatos.

     investigação, da autoria de especialistas da Universidade de Guelph, em Ontário, no Canadá, contou com seis mil participantes, de 85 países, sendo que a maioria deles possui um gato. Segundo explica o jornal "The Washington Post", os participantes foram desafiados a ver vídeos de gatos e tentar adivinhar como é que o animal se sentia.
    A maioria dos participantes conseguiu menos do que 60% de respostas corretas. Ainda assim, 13% dos participantes responderam de forma assertiva a 75% das perguntas.
    "Os gatos estão a dizer-nos várias coisas com a cara e, se formos inteligentes, conseguimos perceber", disse Georgia Mason, uma das autoras deste estudo, bióloga na Universidade de Guelph. "Algumas pessoas conseguem-no. Isto prova que os gatos são difíceis de perceber, mas não impossíveis", explicou.
    E, na competição entre homens e mulheres, foram as mulheres que conseguiram um melhor resultado, sendo que a população mais jovem da amostra obteve melhores resultados do que os mais velhos. Um dado curioso está relacionado com o facto de serem os veterinários aqueles que melhores resultados obtiveram. "Eles têm muitas oportunidades para aprender e uma grande motivação para o fazer, porque estão constantemente a tomar decisões", justifica a especialista.
    A pesquisa não exigiu que os envolvidos respondessem se os gatos estavam felizes, deprimidos ou desesperados. Através de close-ups de rostos de gatos, a maioria em vídeos do YouTube, os elementos que integraram a amostra tinham de decidir se os animais demonstravam expressões "negativas" ou "positivas".

    O vírus que o governo australiano importou da América do Sul para matar coelhos

    O vírus que o governo australiano importou da América do Sul para matar coelhos


    "Não exagero quando digo que o solo literalmente se movia. A quantidade de coelhos era tão grande que, se você caminhasse pelo campo, teria a sensação de que o pasto caminhava junto."

    É assim que o criador de animais Bill McDonald recorda a invasão de coelhos que devastou zonas rurais da Austrália por volta dos anos 1950.

    O número de coelhos chegou aos bilhões, que destruíram pastos, raízes de plantas e colheitas e impactaram duramente a criação de gado e a agricultura - além de evidenciarem os perigosos efeitos da descontrolada ação humana sobre a natureza.

    As autoridades australianas só conseguiram conter a crise com a ajuda de um vírus identificado no Uruguai e que acabou sendo empregado em uma guerra biológica contra os pequenos mamíferos.

    Efeito catastrófico inesperado

    Como se chegou a tal ponto? Foi por acaso.

    Os coelhos haviam sido introduzidos na Austrália vindos da Europa, em meados do século 19.

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    Foram transportados para ali para serem usados na caça esportiva, mas em pouco tempo os animais passaram de vítimas a algozes.

    Com uma proliferação descontrolada, os coelhos da Austrália se converteram em um exemplo catastrófico de o que pode acontecer quando uma espécie estrangeira é introduzida em um novo ambiente.

    O programa de rádio BBC Witness entrevistou McDonald, hoje com 88 anos, para entender a dimensão da crise.
    Ele foi criado na granja de sua família, em Nova Gales do Sul, que havia sido fundada por seu bisavô escocês em 1863.

    Na década de 1930, a invasão de coelhos já havia se convertido em um problema sério em todas as zonas rurais australianas.

    A maioria dos agricultores os caçava. Também construíam cercas quilométricas, mas os animais sempre conseguiam escapar.

    A situação se agravou com a Segunda Guerra Mundial, que forçou a ida de muitos australianos à Europa para combater.

    McDonald lembra de quando, aos 10 anos de idade, ficou sozinho com a mãe em sua granja.

    "Durante a guerra, o controle de coelhos foi praticamente inexistente. Simplesmente não havia mão de obra suficiente (para contê-los), então os coelhos tiveram total liberdade."

    As terras foram devastadas. Os coelhos comeram toda a folhagem, as raízes e os tubérculos, deixando o solo arrasado e desprotegido contra a erosão.

    Os mamíferos foram considerados a maior ameaça da história da agricultura do país.
    Guerra aos coelhos

    McDonald lembra também o impacto que a praga teve sobre seu gado.

    "As ovelhas ficaram fracas, então você não conseguia obter a quantidade nem a qualidade desejadas de lã."

    Assim, as autoridades acabaram incentivando os fazendeiros a empreender verdadeiras batalhas contra os mamíferos.

    Uma tática comum era construir cercados para atrair coelhos, prendê-los e matá-los com veneno. Tocas e túneis também eram envenenados com gás e destruídos com tratores.

    McDonald conta que, diariamente, tinha de recolher "centenas e mais centenas" de animais mortos cruelmente pelos efeitos dos venenos.

    Mas nem isso foi capaz de conter o avanço dos mamíferos, a ponto de o governo partir para uma guerra biológica: encontrou uma doença proveniente da América do Sul que afetava apenas populações de coelhos.
    Tratava-se da mixomatose, doença infecciosa causada por um vírus, o myxoma, que é transmitido por mosquitos.

    A mixomatose foi descoberta no Uruguai no fim do século 19 em coelhos também importados. A infecção causa tumores na pele e nas membranas mucosas dos coelhos.

    Era algo "muito duro" de ver, diz McDonald.

    "Os genitais dos coelhos ficavam deformados, e a maioria deles ficava cega antes de morrer. Eles também perdiam muito peso porque não conseguiam comer."

    No entanto, ele diz que não teve "nenhum escrúpulo" em lançar mão do vírus nas suas terras.

    "Era uma batalha que já havíamos perdido antes em termos de controle dos coelhos. E, se eu quisesse criar ovelhas e produzir lã, não podia me dar ao luxo de pensar se estava certo ou não. Eu simplesmente tinha de fazê-lo."
    Dezenas de milhões de coelhos sucumbiram ao vírus e, em grande parte da Austrália, mais de 90% dos animais foram mortos, dando estímulo à produtividade rural.

    Com o tempo, porém, alguns coelhos desenvolveram imunidade à mixomatose, e suas populações voltaram a crescer.

    Por conta disso, nos anos 1990, o governo australiano adotou uma nova arma biológica, o calicivírus, que voltou a reduzir a quantidade de animais. De novo, muitos conseguiram se imunizar - portanto, a batalha continua.

    McDonald diz que continua preocupado com a situação.

    "As novas gerações não sabem o que aconteceu nos anos 1930, 40, 50, e acho que os coelhos podem voltar a ser um problema no futuro se não trabalharmos duro para freá-los", opina.

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