sábado, 20 de agosto de 2022
terça-feira, 5 de julho de 2022
Alergias e Prevenção
A Alergia na Criança
Curatualergia
Alergias e Prevenção
As pessoas podem proteger-se de animais ou fatores que podem causar dano ou incomodar. Por exemplo: se de repente encontramos um aranha à nossa frente, fugiremos.
Mas o que se passa quando o que nos pode fazer mal é tão pequeno que não o vemos?
O nosso corpo também está preparado para lutar contra estas pequenas substâncias estranhas. Um exemplo são os vírus ou bactérias que entram no nosso corpo causando uma infeção.
Para lutar contra estas substâncias externas, o nosso corpo tem um exército de defesa que se chama sistema imunitário.
O sistema imunitário ataca-os para os destruir e expulsá-los do corpo.
Assim quando o vírus entra através do nosso nariz ao respirar, o sistema imunitário ativa-se e faz-nos espirrar para que possamos expulsá-lo para fora do corpo.
Mas em algumas pessoas o sistema imunitário equivoca-se e reponde de maneira exagerada contra estas substâncias estranhas.
Estas substâncias são inócuas para a maioria das pessoas mas não para as pessoas alérgicas, as quais, em contato com elas, desenvolvem uma reação alérgica, podendo ter diferentes sintomas como comichão, inchaço ou rubor da pele, dificuldade para respirar, problemas digestivos…
Ou inclusive problemas mais graves.
quinta-feira, 26 de maio de 2022
Dia Mundial das Doenças Digestivas: O Cancro Colorretal
O Cancro Colorretal
O Dia Mundial das Doenças Digestivas assinala-se a 29 de maio.
Esta efeméride tem como objetivo mobilizar e orientar a população para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças do aparelho digestivo.
O número de doenças digestivas em Portugal está a aumentar.
De acordo com a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), o cancro digestivo (pâncreas, fígado, esófago, estômago e colorretal) regista números bastante elevados em todo o mundo, pelo que Portugal não é exceção, representando 10% da mortalidade portuguesa e matando atualmente um português por hora.
O cancro colorretal (ou cancro do colón e do reto) é o mais comum na Europa e o 3º cancro mais comum no mundo.
A incidência e mortalidade variam muito de país para país. Em Portugal, todos os dias são diagnosticados 27 novos casos de cancro colorretal, o que significa que por ano surgem cerca de 10 mil novos doentes.
Este tipo de cancro tem uma progressão lenta e silenciosa, assintomática, que muitas vezes pode ser superior a 10 anos. No entanto, a realização de rastreios, através da pesquisa de sangue oculto nas fezes, diminui a mortalidade por cancro colorretal em aproximadamente 16%.
Fatores de risco
A idade é o maior fator de risco para o cancro colorretal.
É raro aparecer antes dos 40 anos e a incidência começa a aumentar de forma significativa a partir dos 50 anos.
De acordo com os dados da International Agency for Research on Cancer, 90% dos casos foram detetados a partir dos 50 anos.
Outros fatores de risco que se destacam são a doença inflamatória intestinal, o alcoolismo, tabagismo, obesidade e a grande ingestão de carnes vermelhas e alimentos processados.
Sintomas do cancro colorretal
No que respeita aos sintomas do cancro colorretal, são variados e, por vezes, discretos.
Os mais frequentes são: alteração inesperada do hábito intestinal, ou seja, uma pessoa que normalmente é obstipada passar a ter diarreias com frequência, sem motivo aparente, ou o contrário; a sensação de querer ir evacuar e depois ser uma falsa vontade, e a evacuação não se fazer com a forma habitual; a sensação de não ter evacuado totalmente e não haver mais nada que se possa expulsar, e a perda de sangue.
Existem também alguns sintomas gerais que podem estar relacionados a um problema do intestino, como a pessoa sentir-se doente, ter uma anemia, estar a emagrecer, perder o apetite ou ter dores abdominais persistentes.
Como prevenir?
Até ao momento, não existe um conhecimento exato das causas deste cancro, mas a melhor forma de prevenir é optar por um estilo de vida saudável.
A dieta mediterrânica tem sido muito aconselhada, sendo aquela que menor probabilidade tem de induzir alterações no intestino.
Além disso, é importante evitar o sedentarismo, fumar, ingerir bebidas alcoólicas e contrariar a obesidade. Estes aspetos podem diminuir a probabilidade do aparecimento da doença.
No entanto, uma das melhores formas de prevenção é realizando o rastreio para identificar lesões precursoras do cancro e da deteção precoce.
Uma das evidências mais importantes do diagnóstico na fase inicial da doença é o facto de 90% destes doentes continuarem vivos cinco anos depois do diagnóstico.
Por oposição, apenas 10% estarão vivos se a doença já estiver disseminada no organismo aquando da sua descoberta.
Por esse motivo, é importante esclarecer e sensibilizar para a importância do rastreio, por forma a detetar lesões benignas precursoras do cancro ou fazendo o diagnóstico em fase precoce e conseguir um tratamento com grande probabilidade de sucesso.
E aqui entra outro mito, de que o rastreio é doloroso, porque não é.
domingo, 15 de maio de 2022
Descobertos anticorpos que atacam as células responsáveis pelo aparecimento e expansão dos tumores
Descobertos anticorpos que atacam as células responsáveis pelo aparecimento e expansão dos tumores
A cura para o cancro é um enigma que há muito assombra a sociedade e que, apesar dos vários avanços e descobertas feitas ao longo do tempo, continua, ainda hoje, a ser uma área de grande interesse da comunidade científica que continua a procurar encontrar formas de o combater.
Segundo dados do Our World in Data, um projeto do Global Change Data Lab , uma organização sem fins lucrativos com sede no Reino Unido, quase 10 milhões de pessoas morrem de cancro todos os anos, ou uma em seis pessoas, sendo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, “uma das principais causas de morte em todo o mundo”.
Assim sendo, investigações na área vêm responder a uma forte necessidade de combater a esta problemática.
Um novo estudo publicado esta segunda-feira na revista Nature, apresentou resultados promissores em testes realizados a ratos e organoides, “grupos de células cultivadas em laboratório que se organizam em estruturas celulares semelhantes às encontradas em diferentes órgãos”, como explica a EuroStemCell, uma parceria de mais de 400 laboratórios em toda a Europa, conectados por meio de centros de pesquisa, consórcios, redes e hubs.
O próprio nome, “organoides”, significa “semelhante a um órgão”, acrescenta a organização, pelo que que estes correspondem a versões mais pequenas e simplificadas de órgãos humanos.
Os testes realizados por uma equipa internacional de investigadores e liderados pelo oncologista Eduard Batlle, chefe do laboratório de Cancro Colorretal do Instituto de Pesquisa Biomédica de Barcelona (IRB), identificaram um anticorpo, molécula cuja principal função é garantir a defesa do organismo, conhecido na comunidade científica por MCLA-158 e comercialmente por Petosemtamab, que provou ser eficaz no bloqueio de metástases ou, por outras palavras, no bloqueio da capacidade de os tumores “se disseminarem/alastrarem, através da corrente sanguínea ou do líquido que é drenado dos tecidos do corpo (linfa) pelos vasos linfáticos”, como explica o Serviço de Saúde Nacional (SNS) português.
Os resultados foram positivos tanto nos testes em ratos como em organoides.
A pesquisa não só provou o potencial de um novo anticorpo no combate ao cancro, como foi o primeiro estudo a usar, segundo o relato de Batlle à ABC Catalunha, uma ferramenta terapêutica para atacar este mecanismo de expansão da doença em tumores sólidos, ou seja, tumores “com origem nos tecidos que não incluem fluidos, por exemplo, carcinoma do pulmão, da próstata, da mama, do cólon”, “nos ossos” e “tecidos moles”, de acordo com o SNS e que constituem a grande maioria de todos os tumores.
MCLA-158, o combatente do cancro
O anticorpo MCLA-158 é responsável por atuar contras as células pluripotentes cancerígenas, ou seja, células capazes de se diferenciar em quase todos os tecidos humanos dando origem a outras células, inclusive, e neste caso, cancerígenas.
Este anticorpo é capaz de, enquanto combate este tipo de células cancerígenas, que estão na origem da metástase do tumor, preservar as células pluripotentes saudáveis, permitindo que “estas continuem com a sua função regenerativa e, assim, detenham a progressão da doença”, como explica o líder do estudo, também investigador do ICREA e líder do grupo no Cancro CIBER (Ciberonc).
A capacidade do MCLA-158 atingir as células pluripotentes sem afetar as saudáveis depende da sua habilidade para reconhecer duas proteínas diferentes presentes na superfície deste tipo de células cancerígenas: EGFR, presente na grande maioria das células, incluindo saudáveis, e promotora, em caso de sofrer mutações, do aparecimento descontrolado de células cancerosas, e LGR5, presente na superfície das células pluripotentes cancerígenas, responsáveis pela expansão dos tumores.
O anticorpo estudado pela equipa de Batlle degrada a proteína EGFR apenas em células pluripotentes que exibam o marcador LGR5, ou seja, apenas em células com a capacidade de expandir os tumores. Desta forma, é possível bloquear o crescimento e sobrevivência das células responsáveis por iniciar a doença e expandi-la, sem que a função das células pluripotentes saudáveis seja afetada.
“Há 15 anos que investigamos células pluripotentes cancerígenas, sabemos que elas são o coração do tumor.
Sabemos que elas contêm a chave para a regeneração tecidual, mas também são elas que impulsionam a propagação da doença”, destaca Battle, adiantando ainda que até encontrar o MCLA-158 “foram testados 500 anticorpos bioespecíficos”.
A testagem destes anticorpos e a sua posterior exclusão só foi possível devido aos organoides utilizados que permitiram simular a reação de células cancerígenas aos diferentes anticorpos em órgãos humanos.
Organoides, um futuro promissor para a testagem de medicamentos?
A descoberta feita pela equipa de Battle oferece não apenas um possível novo anticorpo capaz de combater o cancro, mas também um novo sistema de testagem de medicamentos que recorre a organoides.
Estas simulações em 3D de órgãos humanos permitem reproduzir a resposta do tecido humano a um dado medicamento, neste caso, quando afetado por células cancerígenas.
Este método permitiria combater algumas dos tumores mais preocupantes enquanto era também possível estabelecer melhor os efeitos secundários dos vários medicamentos.
“Poder trabalhar nestes avatares permite-nos testar a eficácia destes anticorpos em amostras humanas.
É um teste decisivo que permite que as empresas farmacêuticas consigam identificar os medicamentos mais adequados para combater diferentes tipos de cancro”, enfatiza o investigador do IRB.
“Outra vantagem é a possibilidade de identificar efeitos colaterais indesejados de medicamentos nos nossos órgãos, utilizando organoides de tecidos saudáveis. Isso possibilitou avaliar os efeitos nocivos da droga nas células saudáveis e, assim, eliminar os anticorpos mais tóxicos nas fases iniciais do estudo”, acrescenta ainda.
Dados preliminares
Antes da publicação dos resultados obtidos nos testes em ratos e organoides, a empresa holandesa de biotecnologia Merus NV, coparticipante do estudo juntamente com o IRB, partilhou, em outubro de 2021, dados preliminares correspondentes à análise da eficácia do anticorpo MCLA-158 num ensaio que investiga a segurança, tolerabilidade e atividade antitumoral da monoterapia com este anticorpo em carcinomas de células escamosas de cabeça e pescoço, um tipo de tumor maligno que invade a derme e que afeta, geralmente, áreas expostas ao sol.
Já nesta análise, que contou com a participação de sete pacientes (ratos) com o tipo de cancro descrito, os resultados registaram algum tipo de redução do tumor em todos os pacientes, dois deles apresentando redução significativa e outro a remoção total do tumor, como salienta a ABC Catalunha.
“São dados preliminares que confirmam os bons resultados obtidos na fase experimental com animais”, diz Batlle ao mesmo órgão de comunicação.
“É uma grande satisfação ver que as nossas descobertas estão a ajudar os pacientes.
O caminho para chegar até aqui foi animador, mas também muito complexo, e exigiu um grande investimento de recursos, além do esforço de muitos investigadores”, salientou ainda o líder da pesquisa.
A investigação publicada inclui o trabalho realizado no âmbito do consórcio supresSTEM, financiado pela UE que contou com o trabalho colaborativo de várias instituições de investigação internacionais, nomeadamente o IRB Barcelona, o Instituto Hubrecht, o Instituto Sanger, entre outros e as empresas Merus NV e Ocello BV/Crown Bioscience, como realça a ABC Catalunha.
sexta-feira, 29 de outubro de 2021
Aprovado projeto de internalização de análises clínicas em Espinho
Aprovado projeto de internalização de análises clínicas em Espinho
A Administração Central do Sistema de Saúde IP atribuiu 61.776 € aos centros de saúde em Espinho para internalização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica que ficarão instalados no pólo de Espinho.
Esta nova valência, ainda a instalar, vai permitir que os utentes do concelho de Espinho realizem de uma forma mais rápida e mais cómoda as colheitas necessárias para análises clínicas, sem necessidade de deslocações ao Centro Hospitalar de Vila nova de Gaia/Espinho.
Para o Dr. Álvaro Monteiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Espinho e Diretor da Unidade Gestão dos Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, esta valência vai também permitir plena integração dos dados clínicos e laboratoriais do doente nos Cuidados de Saúde Primários com os Hospitalares, "reforçando os serviços de proximidade e dando aos cidadãos mais respostas locais".
terça-feira, 26 de outubro de 2021
Portugueses portadores de doença mental avaliam pior a qualidade dos serviços de saúde
Portugueses portadores de doença mental avaliam pior a qualidade dos serviços de saúde
A segunda parte do estudo “A Saúde dos Portugueses", realizado no âmbito dos 25 anos da Médis, em colaboração com a Return On Ideas, revela e compara a avaliação que os portugueses fazem aos serviços de saúde no pré e pós pandemia.
No estudo, numa escala de 1 a 10, os portugueses fazem uma avaliação positiva da qualidade dos serviços de saúde (média de 7 pontos). 47% dos inquiridos considera mesmo que a qualidade é boa ou muito boa, sendo apenas 21% os que a avaliam como muito má.
De realçar que as pessoas portadoras de doença mental são as que dão uma pior pontuação (6.6 média) à qualidade da saúde.
Nesta avaliação geral, os portugueses inquiridos dizem não existir diferenças significativas entre o público e o privado (7.11 é a avaliação do serviço públicos vs. 7.15 a do privado).
Não obstante a avaliação generalizadamente positiva, tendo em conta o contexto pré pandemia, 35% consideram que a qualidade do acompanhamento que recebem tem vindo a piorar, em oposição aos 10% que dizem o contrário.
Embora, mais uma vez, não haja grandes diferenças, a evolução do público é relativamente pior avaliada que a do privado: 37% acham que o serviço público tem vindo a piorar e 31% acham o mesmo em relação ao privado.
No que toca à gestão de problemas de saúde graves, comparando o pré e pós-pandemia, o estudo conclui que a pandemia teve um grande impacto na confiança da capacidade de resposta do SNS.
Se na pré-pandemia o indicador da confiança no SNS, numa escala de 1 a 10, era de 7.4, no pós-pandemia a avaliação média desceu para 6.1.
Esta perceção atinge tanto os que habitualmente recorrem ao público como ao privado.
O peso dos que indicam pouca confiança na capacidade de resposta do SNS perante problemas graves de saúde sobe de 16%, antes da pandemia, para 42% após a pandemia.
Na avaliação aos indicadores de "Satisfação", "Confiança" e "Acesso" aos serviços de saúde, verificamse assimetrias regionais relevantes em todo o país e mesmo até entre Grande Lisboa e Grande Porto.
O Grande Porto atribui avaliação média superior em todos os indicadores, assinalando sempre uma diferença acentuada face a Grande Lisboa e muito acentuada face ao Algarve.
O problema poderá estar ao nível dos cuidados primários, uma vez que, por exemplo, para quem reside na Grande Lisboa, recorrer ao centro de saúde perante um sintoma de origem desconhecido não está entre as primeiras opções.
Já no que diz respeito à região do Algarve, numa escala de 0 a 10, a confiança que a região atribui ao SNS em pós-pandemia é de 5.5, quando esse valor era de 7.2 em pré-pandemia.
Dia Mundial da Adesão - 40% dos doentes em Portugal não cumprem a medicação de forma consistente
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