segunda-feira, 20 de maio de 2024

Metade das famílias carenciadas com crianças não compra todos os medicamentos que devia

 


Metade das famílias carenciadas com crianças não compra todos os medicamentos que devia


Cerca de metade das famílias mais carenciadas com crianças e jovens até aos 15 anos não compra todos os medicamentos que devia, indicador de uma das principais barreiras no acesso aos cuidados de saúde, segundo um inquérito nacional.


A conclusão consta do estudo "Acesso das Crianças a Cuidados de Saúde", realizado por dois investigadores da faculdade de Economia e Gestão da Universidade Nova de Lisboa (Nova SBE), Pedro Pita Barros e Carolina Santos, que numa primeira versão divulgada em dezembro indicava já que a pobreza impede muitas famílias de irem a consultas ou urgências.

Na versão final agora divulgada, o relatório mostra que, num país onde os menores estão isentos do pagamento de taxas moderadoras, uma das principais barreiras financeiras no acesso aos cuidados de saúde está relacionada com o custo dos medicamentos.

Numa análise de agregados familiares com crianças e jovens abaixo dos 15 anos, os investigadores concluem que 50,7% das famílias em situação de elevada carência económica (escalão E) em 2022 não adquiriram todos os medicamentos que deviam.

A percentagem é quase três vezes superior em relação às famílias pertencentes ao escalão anterior (17,11%) e 12 vezes superior face aos agregados familiares com menos dificuldades económicas (4,22%).

"Após uma redução deste indicador entre 2015 e 2019/2020, a probabilidade de não aquisição de todos os fármacos aumentou desde então, sobretudo nos escalões socioeconómicos mais desfavorecidos (D e E)", comparam os investigadores, justificando que "a conjuntura económica dos últimos anos, com inflação elevada, tem acentuado as barreiras financeiras no acesso a cuidados de saúde".

Outro dos indicadores observados é a substituição de medicamentos de marca por genéricos e, também a esse nível, são identificadas diferenças relacionadas com a situação socioeconómica das famílias.

De maneira geral, nos últimos anos houve um favorecimento por medicamentos genéricos, com a probabilidade de as famílias optarem por genéricos a crescer cerca de 36% em apenas dois anos, de 23,26% em 2020 para 32,31% em 2022.

No entanto, entre os agregados familiares mais e menos carenciados existe uma diferença bastante significativa e enquanto apenas 7,4% das famílias com menos dificuldades optam por genéricos, essa escolha é feita por 66,6% das famílias mais carenciadas.

Em linha com as conclusões adiantadas em dezembro, que mostravam um aumento da percentagem de famílias que não procurou auxílio médico, a versão mais recente do relatório releva que a probabilidade de não ir a uma consulta ou urgência por falta de dinheiro mais que triplicou em apenas um ano, de 2,14% para 7,35%.

As famílias em situação de elevada carência económica apresentam uma percentagem bastante superior à média: duas em cada 10 evitam ir ao médico por esse motivo.

Sem taxas moderadoras, as barreiras económicas no acesso a consultas e urgências estão, por exemplo, relacionadas com o custo de transporte ou os custos associados à aquisição de medicamentos, mas os investigadores apontam também barreiras não financeiras no acesso a cuidados de saúde.

Destacando os médicos de família, o relatório revela que a maioria dos agregados familiares tinha médico atribuído (85,84% entre as famílias com menores de 15 anos e 82,38% nas restantes).

Há, ainda assim, zonas do país com menor cobertura e as taxas mais baixas registam-se na Grande Lisboa, onde apenas 79,09% das famílias com menores de 15 anos e 65,27% das restantes tinham médico de família.









quinta-feira, 9 de maio de 2024

Como posso ter acesso gratuito a preservativos?

 


Como posso ter acesso gratuito a preservativos?


Em Portugal, o Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA disponibiliza preservativos femininos e masculinos e gel lubrificante para distribuição gratuita junto das populações mais vulneráveis e em situação de risco de infeção, através de organizações não-governamentais, escolas, universidades, contextos festivos, saunas gay, locais de diversão noturna, de práticas de sexo comercial e de consumo de drogas.

Os preservativos estão também disponíveis, gratuitamente, nas consultas de saúde sexual e reprodutiva, nos cuidados de saúde primários e nas consultas hospitalares de seguimento das pessoas que vivem com a infeção

Compâtível com preservativos masculinos e femininos de látex natural. poliurêtâno ê poliiroprêno. 

Não protege contra gravidez, infrções sêxuâlmente taansmissíveis e HIV.

Utilize como lubriÍicante adicional quaf,do utilizaÍ preservativoso nas relações sexuais 

 Abra a embalagem cuidadosamente. 

Não utilize os dentes.

 Coloque o lubrificante, espremendo a bolsa, na palma da mão. 

Coloque na área genital.

Elimine a bolsa de lubrificante usada, envolvendo-a num lenço de papel e colocando-a no Iixo.

 Lave as mãos com água e sabão

Não utilize com vaselina, óleos comestíveis, creme de mãos e de corpo.

 Não coloque a bolsa do lubrificante na sanita.

Se surgirem irritaçóes, deixê de.usar e consulte o seu médico.

Pode causar reações alérgicas em alguns indivíduos

Este produto é de uso único.

 O lubrificante espalha-se facilmente, adere bem, não é prejudicial para os tecidos humanos nem danifica preservativos.

 O lubrificante à base de água não tem gordura, é transparente e não irritante.

Recomendado como lubriÍicante vaginal adicional ou para prevenir a irritação e secura durante a relação sexual.

 Armazene a uma temperatura média abaixo de 30ª c e evite a exposição da luz solar direta.





sexta-feira, 26 de abril de 2024

Vencer jogos online pode prejudicar a sua memória muscular

 


Especialistas Alertam: 5 Formas Surpreendentes Como Ganhar Jogos Online Pode Prejudicar a Sua Memória Muscular


1. Risco de Problemas Posturais


A má ergonomia e a exposição prolongada ao ecrã podem contribuir para problemas posturais, como a postura da cabeça inclinada para a frente ou ombros arredondados. Estas condições não só afetam a saúde física, mas também podem perturbar o desenvolvimento de uma memória muscular precisa.

A  American Chiropractic Association (ACA) sublinha a importância de postos de trabalho ergonómicos para prevenir problemas musculoesqueléticos.


2. Distracção da Repetição Física


A realização repetida de movimentos ou ações específicas em jogos online pode levar a lesões por uso excessivo e redução da amplitude de movimento nas articulações e músculos. 

Esta limitação pode afetar negativamente a memória muscular, à medida que o corpo se habitua a um conjunto limitado de movimentos.

A American Physical Therapy Association (APTA) recomenda a prevenção de lesões por uso excessivo através de alongamentos regulares e ajustes ergonómicos.

Meyer sugere: "Reservar tempo para a prática física e repetição offline, sem a tentação da validação instantânea online, é crucial."


3. Negligência de Exercícios Físicos


Os utilizadores frequentes da internet muitas vezes negligenciam o exercício físico, o que leva a uma memória muscular subdesenvolvida. 

No desenvolvimento da memória muscular, a regra prática é "usar ou perder".

Os jogos online envolvem frequentemente longos períodos sentados ou com movimento físico mínimo. Este comportamento sedentário pode levar ao desuso muscular e à diminuição da flexibilidade.

 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a falta de atividade física é um dos principais fatores de risco para a mortalidade global. 

A OMS relata que, a nível global, 1 em cada 4 adultos não é suficientemente ativo.

"É importante manter um estilo de vida equilibrado," partilha Meyer, "Certifique-se de que pratica exercício regularmente para manter os músculos em uso — e na memória."


4. Aumento da Carga Cognitiva


Embora as atividades online possam aprimorar as competências cognitivas, o excesso de jogos ou tempo de ecrã pode sobrecarregar o cérebro. 

Isto pode desviar a atenção dos movimentos físicos e dificultar a formação de padrões precisos de memória muscular.

Estudos dos National Institutes of Health (NIH) sugerem que o tempo de ecrã excessivo pode afetar a capacidade de atenção e a função cognitiva.


5. Experiência Desconectada


Os sucessos online não têm a complexidade tátil das vitórias no mundo real. 

Uma pontuação alta num jogo online está longe de ser comparável a marcar pontos num jogo real. 

Esta desconexão pode limitar a aprendizagem abrangente que a memória muscular exige.

Meyer aconselha: 

"Não escolha o digital em detrimento do físico. Combine-os. 

A experiência tátil das conquistas físicas contribui significativamente para a memória muscular."






sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Porque a violência doméstica também é uma questão de saúde

 


Porque a violência doméstica também é uma questão de saúde


Os períodos de isolamento podem representar maior risco, fazendo escalar a violência e dificultar as oportunidades de procura de ajuda.


Seja um agente de saúde pública, reconheça os sinais em vizinhos ou na sua comunidade, sobretudo em crianças, mulheres e pessoas idosas:

Parecem nervosas, com medo ou deprimidas;

Têm comportamento submisso em relação ao outro;

São desvalorizadas e humilhadas à frente de outras pessoas;

Cumprem ordens sendo a outra pessoa que decide de forma autoritária;

Há comportamento hostil, ciúme ou possessividade do parceiro(a) ou cuidador(a);

Surgem com marcas físicas não justificadas ou mal explicadas, que procuram ocultar.

Lembre-se

As marcas nem sempre são visíveis.

A violência psicológica também tem consequências para a saúde das vítimas.

As crianças são SEMPRE vítimas diretas mesmo quando a violência ocorre entre outros elementos da família.

Se é vítima de violência doméstica

Opte por locais que ofereçam segurança;

Combine com vizinhos ou familiares códigos quando necessitar de apoio em situações de emergência;

Nunca confronte a pessoa agressora;

Memorize contactos de apoio;

Aproveite pequenas saídas, para compras ou de outra natureza, para pedir auxílio;

Proteja as crianças e os jovens da exposição a violência física ou verbal;

Estabeleça um Plano de Segurança em caso de necessidade de fuga.

Para mais informação, consulte:

WHO – COVID-19 and Violence Against Women (informação da OMS em língua inglesa)

Peça apoio

Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica

Telefone – 800 202 148

SMS – 3060

Equipas de Prevenção da Violência em Adultos (EPVA) – Cuidados de Saúde Primários e Hospitalares

Núcleos de Apoio a Criança e Jovem em Risco (NACJR) – Cuidados de Saúde Primários e Hospitalares

Denuncie

A violência doméstica é crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva. Procure Forças de Segurança (PSP, GNR) ou apresente uma queixa eletrónica.





A viagem das 7 da manhã prejudica sua saúde mental

 


Aprofundando o sentimento da hora de ponta


Por que razão a deslocação matinal está carregada de tanta intensidade emocional ? 

A resposta reside na imprevisibilidade do dia-a-dia e nas pressões associadas à vida moderna.


Ligação entre Tempo e Estado Emocional:


 A ciência indica que o nosso corpo e mente estão mais vulneráveis no início da manhã. 

Os níveis de cortisol no nosso sangue, responsáveis pela gestão do stress, estão no seu pico. 

Isto torna-nos mais propensos a episódios de tristeza, irritação e frustração durante as horas da manhã, de acordo com a Cleveland Clinic.


Ambiente de Pressão:


 Os congestionamentos que caracterizam a deslocação matinal apenas amplificam estas vulnerabilidades inerentes.

 A pressão para chegar ao trabalho a tempo, juntamente com o incómodo de estar preso no trânsito, contribui para um estado emocional elevado.


Falta de uma Válvula de Escape:


 Apesar de estarmos rodeados por centenas de pessoas na estrada, ironicamente não há espaço para uma conversa sincera. 

A maioria das pessoas sente-se constrangida em expressar-se abertamente pelo risco de serem rotuladas como 'fracas' ou 'pouco profissionais'.

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

A diabetes e a Fast-Food

 


A diabetes e a Fast-Food


Quem mora nos grandes centros urbanos não escapa da possibilidade de encontrar um restaurante do tipo fast-food bem próximo de sua casa. 


Às vezes até mais de um estão em nossas ruas, formando um corredor de comida ultraprocessada, e suas propagandas nos bombardeiam todos os dias. 

Hoje em dia, com a tecnologia dos aplicativos de delivery na palma de nossas mãos, fica ainda mais difícil resistir quando a fome bate e tem um hambúrguer convidativo a minutos de nossa casa. Já sabemos que comer em fast-foods compromete nossa saúde, mas recentemente um estudo aumentou o alerta sobre esse tipo de alimentação.

Essa pesquisa recente, feito nos Estados Unidos e publicado na revista Jama Network Open em outubro, analisou veteranos americanos (mais de 4 milhões) por aproximadamente 5 anos.

 Essas pessoas (em sua maioria homens brancos com média de 59 anos) viviam em várias partes do país, em diferentes tipos de bairro, urbanos e rurais, onde algumas pessoas tinham mais acesso a supermercados e mercearias, e outras em ambientes onde a maior oferta era de fast-foods.

A análise sugere que a disponibilidade de restaurantes fast-food estava associada ao aumento do risco de diabetes tipo 2, e em ambientes suburbanos e rurais, a disponibilidade de supermercados teve uma associação inversa. 

Durante o estudo, 13% dos participantes foram diagnosticados com diabetes tipo 2, e foi percebido que quanto mais próximos os participantes moravam de restaurantes fast-food, maiores eram as chances de que desenvolvessem diabetes. 

A conclusão do artigo sugere que um controle na oferta desses tipos de restaurante seja estudado.

Em grandes centros urbanos e com o ritmo de vida acelerado que vivemos, é muito comum ceder à ideia de uma comida rápida e fácil. Portanto, cuide-se! 

Existem várias formas de criar uma rotina onde cozinhar ou comer de maneira saudável seja prático e não gaste tanto o seu tempo.






quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Melhore a sua qualidade de vida com estas dicas

 


Melhore a sua qualidade de vida com estas dicas 



Manter e/ou adotar hábitos de vida saudável é essencial para melhorar a qualidade de vida, contribuindo para um impacto positivo na saúde física e mental. 


Desde a prevenção de doenças e promoção do bem-estar até à redução do risco de morte prematura, as vantagens são inúmeras. 

Assim sendo, se deseja melhorar a sua qualidade de vida, mas não sabe por onde começar, não se preocupe.


Tenha uma boa alimentação: 

Ter uma alimentação equilibrada é fundamental para uma vida mais saudável. 

Aliás, a DGS estima que, entre 2020 e 2050, o excesso de peso e as doenças associadas possam contribuir para uma diminuição da esperança média de vida em 2,2 anos. 

Ou seja, tudo o que comemos tem impacto na nossa saúde, por isso, devemos evitar alimentos processados e apostar em alimentos mais naturais e o menos embalados possível, ricos em minerais, fibras e vitaminas. 

E, no meio de tudo isto, não se esqueça de beber água e evitar todo o tipo de refrigerantes.



Faça exercício regularmente:


A atividade física regular é essencial para manter um corpo saudável. 

Entre as muitas opções possíveis, o surf tem-se destacado nos últimos anos e estima-se que haja 23 milhões de praticantes em todo o mundo.

 A modalidade contribui para o bem-estar, estimula o sistema imunitário, equilibra os níveis de serotonina e contribui para a redução do stress, além de promover um contacto próximo com a natureza, sendo que Portugal é um país particularmente propício para a prática do surf.



Tenha um sono de qualidade: 


O sono é muitas vezes descurado, mas uma boa noite de sono é essencial para uma boa qualidade de vida. Mais do que a quantidade de horas que dormimos, o que é realmente importante é a qualidade do sono, que ajuda na recuperação do corpo e da mente, dando-nos energia para enfrentar um novo dia.


Evite maus hábitos:


Evite coisas que são prejudiciais à saúde como é o caso do tabaco, do álcool e do açúcar. 


Faça check-ups regulares:

 Ir ao médico regularmente é muito importante para garantir que está tudo bem consigo e que está no caminho certo para uma vida saudável. 

Por isso mesmo, faça check-ups médicos e rastreios regulares e siga as orientações do seu médico.


Tire tempo para si: 

Aproveite para estar na sua companhia, sem se preocupar ou pensar em algo.

 Vá passear, apanhar ar puro e luz solar, leia um livro ou aproveite para tratar de si. 

Tirar tempo para estarmos connosco é essencial e irá, certamente, sentir-se melhor.


Lembrar de ser alegre e feliz a cada dia: 

Evite ambientes de stress, pessoas mais negativas e faça por melhorar a sua vida.







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