terça-feira, 19 de maio de 2020

Bicicleta com meio seguro de deslocação nas cidades



Um terço dos doentes com úlcera do pé diabético morre no período de 3 anos - estudo

Um terço dos doentes com úlcera do pé diabético morre no período de 3 anos - estudo

Investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), no Porto, concluíram, com base num estudo que envolveu cerca de 300 doentes com úlceras de pé diabético, que um terço morre no período de três anos.

Em declarações à Lusa, Matilde Monteiro-Soares explicou hoje que o estudo, que envolveu cerca de 300 doentes seguidos no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, visava “avaliar a taxa de mortalidade nas pessoas com úlceras de Pé Diabético e determinar os principais fatores de risco”.

Recorrendo à caracterização clínica, a equipa de investigadores acompanhou durante um período de três anos os cerca de 300 utentes, com uma média de idades de 67,6 anos e a esmagadora maioria com diabetes tipo 2.

Com base em análises e ajustes estatísticos avançados, a equipa pretendia perceber “quais as variáveis que estariam associadas ao desfecho da mortalidade”.

"Uma das coisas que tentamos perceber foi se a gravidade da úlcera estaria a influenciar o desfecho da mortalidade e, estranhamento, ao contrário do que estávamos à espera, é que, de facto, a gravidade da úlcera não parece estar relacionada”, afirmou a investigadora.

Os resultados deste estudo mostram que 30% dos doentes com úlceras de pé diabético morreram ao fim de três anos e que 52% das mortes estavam associadas a infeções, das quais 25% a pneumonias, seguindo-se as doenças cardiovasculares (22%) e doenças malignas (8%).

“Os motivos e causas de óbito que conseguimos analisar são os acidentes vasculares cerebrais (AVC) e as infeções”, esclareceu, adiantando que também a idade e incapacidade física são fatores associados a um maior risco de morte.

O estudo mostrou ainda que os participantes que já tinham tido úlcera de pé diabético (43%) tinham menor risco de morrer, algo que, segundo a investigadora pode estar correlacionado com o acompanhamento médico e resiliência dos doentes.

“Sabemos que aqueles que resistem ao primeiro ‘grande assalto’ ao organismo que é feito pela presença de uma úlcera, acabam por ser os mais resilientes, até porque têm cuidados médicos mais detalhados e um seguimento clínico diferente”, referiu, adiantando que as úlceras de Pé Diabético são das complicações da diabetes com “maior impacto para os doentes e serviços de saúde”.

À Lusa, Matilde Monteiro-Soares adiantou que o objetivo da equipa de investigadores passa agora por conseguir financiamento para perceber se alguns biomarcadores podem ajudar a “compreender melhor os mecanismos da úlcera de pé diabético, o aumento de risco de mortalidade e o processo que está envolvido”.

A equipa de Matilde Monteiro-Soares já tinha realizado outro estudo que mostrou que ao fim de um ano, 7% dos indivíduos com diabetes tipo 2, desenvolveram úlcera de pé diabético.



FONTE

Lusa/Fim

sábado, 9 de maio de 2020

Gato abandonado guia mulher até corredor de comida para animais no supermercado

Gato abandonado guia mulher até corredor de comida para animais no supermercado

Animal senta-se no passeio à porta de um supermercado à espera de atenção.




Uma mulher registou em vídeo o momento em que um gato abandonado a guiou para a zona de comida de animais, dentro de um supermercado, no México.

O momento, partilhado por Tania Santos mostra o animal sentado num passeio à frente de um supermercado. Momentos depois, o gato guia a mulher até ao interior da loja, mais precisamente para a secção da alimentação dos animais.

O vídeo partilhado pela mulher através das redes sociais, já conta com milhares de visualizações.






sexta-feira, 8 de maio de 2020

Gata carrega filhote na boca até hospital para que ele seja cuidado e viraliza







Você provavelmente deve ter visto essa imagem nos últimos dias, saiba o que aconteceu .

O gesto emocionante de uma mamãe felina carregando o seu filhote na boca até um hospital, acabou ganhando grande repercussão na internet comovendo milhares de pessoas pelo mundo.

As imagens que mostram a mamãe andando nos corredores do hospital levando o seu gatinho para receber cuidados médicos, aconteceu em Istambul e foi registrado por Merve Özcan que compartilhou o caso

"Hoje estávamos na sala de emergência do hospital quando um gato correu para trazer seu filhote pela boca".

Imediatamente a cena chamou atenção de toda a equipe hospitalar que cercou a gata e tratou logo de ir examinar o filhote. Enquanto o bebê estava sendo tratado, os médicos deram à mãe um pouco de leite e comida para deixá-la mais relaxada e confortável.

Depois de algumas observações, foi constatado que ambos estavam bem, mas para descargo de consciência, a equipe encaminhou a mãe e o filhote ao veterinário para garantir que sua saúde realmente não estava em risco.

A princípio foi só o instinto de uma mamãe preocupada com o seu bebê, mas estava tudo bem com os dois! A cena inusitada realmente é digna de grande notoriedade, afinal, não é algo que vemos todos os dias, né?



quinta-feira, 23 de abril de 2020

Como desinfestar o seu telemóvel


Nestes dias, todo o cuidado com desinfeção é pouco. Saiba como desinfetar o seu telemóvel, que pode ser responsável pela acumulação e transmissão de bactérias e vírus




sexta-feira, 17 de abril de 2020

Peso das mochilas




O peso das mochilas das crianças é um assunto importante para pais, educadores e profissionais de saúde. O transporte de mochilas com peso excessivo (superior a 10% do seu peso corporal) pode ter implicações negativas na saúde.

Existem estudos sobre esta matéria?

Diferentes estudos indicam que mais de metade das crianças em idade escolar transportam mochilas com peso excessivo.

Quais as recomendações para o peso das mochilas?

A Organização Mundial da Saúde recomenda que as crianças e jovens em idade escolar (6 aos 18 anos) carreguem mochilas apenas com menos de 10% do peso do seu corpo.
Ou seja, se uma criança pesar 30 quilos, a sua mochila não deve ultrapassar os 3 quilos.

Porque se transportam mochilas tão pesadas?

As mochilas são pesadas porque transportam livros, cadernos, material escolar, vestuário e calçado para educação física, entre outros.

O problema está só no peso das mochilas?

Não. Está também relacionado com:
  • o formato da mochila
  • não saber usar a mochila corretamente

Quais são as consequências do peso das mochilas?

As crianças em idade escolar estão numa fase de crescimento e é nesta fase que a maioria dos problemas posturais aparecem. Usar, repetidamente, uma mochila demasiado pesada numa idade precoce pode contribuir para o aparecimento de dores, particularmente ao nível dos ombros, do pescoço e da região lombar.
As principais consequências são:
  • curto prazo: dores de costas e de pescoço
  • médio prazo: alteração da marcha e postura
  • longo prazo: lesões degenerativas da coluna que alteram o crescimento do corpo

Quais são as possíveis soluções?

Os pais e encarregados de educação desempenham um papel primordial na questão da redução do peso das mochilas. Sugere-se que orientem as crianças no sentido de escolher materiais mais leves, bem como supervisionar a preparação da mochila de acordo com o horário escolar.
Deve-se:
  • optar por mochilas de rodinhas
  • usar a mochila carregada à altura do dorso (parte média das costas)
  • usar a mochila nas costas o mínimo de tempo possível
  • distribuir adequadamente o material escolar dentro da mochila, colocando o conteúdo mais pesado junto às costas
  • colocar na mochila apenas o material necessário para o dia em causa
  • não levar para casa manuais que não são necessários, deixando-os, por exemplo, em cacifos nas escolas
  • usar dossiês em substituição de cadernos, para poder escrever em folhas que vão sendo arquivadas
  • usar as duas alças da mochila
É ainda aconselhado aos profissionais de saúde abordar a temática do excesso de peso das mochilas durante as consultas de vigilância de saúde.

Perante o problema, foram adotadas medidas pelo Governo?

Sim. No final de outubro de 2017, o Parlamento aprovou um projeto de resolução n.º 1088/XIII que inclui 11 medidas para diminuir o peso das mochilas escolares.
Entre as 11 medidas aprovadas estava:
  • a ponderação de um mecanismo de certificação das mochilas
  • o estudo das condições mais adaptáveis
  • a implementação de salas fixas para cada turma de modo a evitar que as crianças tenham de carregar as mochilas durante os intervalos letivos
  • a construção de cacifos
  • a possibilidade de os livros serem produzidos com um papel com uma gramagem mais leve
  • a utilização gradual de recursos digitais faziam parte do projeto de resolução
Também a Direção-Geral da Saúde identificou no Programa Nacional de Saúde Escolar de 2015 o peso excessivo das mochilas como um fator determinante para as doenças musculoesqueléticas, que representam uma elevada carga de doença nas crianças em idade escolar.

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