sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Aprovado projeto de internalização de análises clínicas em Espinho

 


Aprovado projeto de internalização de análises clínicas em Espinho


A Administração Central do Sistema de Saúde IP atribuiu 61.776 € aos centros de saúde em Espinho para internalização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica que ficarão instalados no pólo de Espinho.

Esta nova valência, ainda a instalar, vai permitir que os utentes do concelho de Espinho realizem de uma forma mais rápida e mais cómoda as colheitas necessárias para análises clínicas, sem necessidade de deslocações ao Centro Hospitalar de Vila nova de Gaia/Espinho.

Para o Dr. Álvaro Monteiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Espinho e Diretor da Unidade Gestão dos Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, esta valência vai também permitir plena integração dos dados clínicos e laboratoriais do doente nos Cuidados de Saúde Primários com os Hospitalares, "reforçando os serviços de proximidade e dando aos cidadãos mais respostas locais".





terça-feira, 26 de outubro de 2021

Portugueses portadores de doença mental avaliam pior a qualidade dos serviços de saúde


 Portugueses portadores de doença mental avaliam pior a qualidade dos serviços de saúde



A segunda parte do estudo “A Saúde dos Portugueses", realizado no âmbito dos 25 anos da Médis, em colaboração com a Return On Ideas, revela e compara a avaliação que os portugueses fazem aos serviços de saúde no pré e pós pandemia. 



No estudo, numa escala de 1 a 10, os portugueses fazem uma avaliação positiva da qualidade dos serviços de saúde (média de 7 pontos). 47% dos inquiridos considera mesmo que a qualidade é boa ou muito boa, sendo apenas 21% os que a avaliam como muito má. 

De realçar que as pessoas portadoras de doença mental são as que dão uma pior pontuação (6.6 média) à qualidade da saúde.

 Nesta avaliação geral, os portugueses inquiridos dizem não existir diferenças significativas entre o público e o privado (7.11 é a avaliação do serviço públicos vs. 7.15 a do privado).

 Não obstante a avaliação generalizadamente positiva, tendo em conta o contexto pré pandemia, 35% consideram que a qualidade do acompanhamento que recebem tem vindo a piorar, em oposição aos 10% que dizem o contrário. 

Embora, mais uma vez, não haja grandes diferenças, a evolução do público é relativamente pior avaliada que a do privado: 37% acham que o serviço público tem vindo a piorar e 31% acham o mesmo em relação ao privado. 

No que toca à gestão de problemas de saúde graves, comparando o pré e pós-pandemia, o estudo conclui que a pandemia teve um grande impacto na confiança da capacidade de resposta do SNS. 

Se na pré-pandemia o indicador da confiança no SNS, numa escala de 1 a 10, era de 7.4, no pós-pandemia a avaliação média desceu para 6.1. 

Esta perceção atinge tanto os que habitualmente recorrem ao público como ao privado.

 O peso dos que indicam pouca confiança na capacidade de resposta do SNS perante problemas graves de saúde sobe de 16%, antes da pandemia, para 42% após a pandemia. 

Na avaliação aos indicadores de "Satisfação", "Confiança" e "Acesso" aos serviços de saúde, verificamse assimetrias regionais relevantes em todo o país e mesmo até entre Grande Lisboa e Grande Porto. 

O Grande Porto atribui avaliação média superior em todos os indicadores, assinalando sempre uma diferença acentuada face a Grande Lisboa e muito acentuada face ao Algarve. 

O problema poderá estar ao nível dos cuidados primários, uma vez que, por exemplo, para quem reside na Grande Lisboa, recorrer ao centro de saúde perante um sintoma de origem desconhecido não está entre as primeiras opções.

 Já no que diz respeito à região do Algarve, numa escala de 0 a 10, a confiança que a região atribui ao SNS em pós-pandemia é de 5.5, quando esse valor era de 7.2 em pré-pandemia.




terça-feira, 19 de maio de 2020

Bicicleta com meio seguro de deslocação nas cidades



Um terço dos doentes com úlcera do pé diabético morre no período de 3 anos - estudo

Um terço dos doentes com úlcera do pé diabético morre no período de 3 anos - estudo

Investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), no Porto, concluíram, com base num estudo que envolveu cerca de 300 doentes com úlceras de pé diabético, que um terço morre no período de três anos.

Em declarações à Lusa, Matilde Monteiro-Soares explicou hoje que o estudo, que envolveu cerca de 300 doentes seguidos no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, visava “avaliar a taxa de mortalidade nas pessoas com úlceras de Pé Diabético e determinar os principais fatores de risco”.

Recorrendo à caracterização clínica, a equipa de investigadores acompanhou durante um período de três anos os cerca de 300 utentes, com uma média de idades de 67,6 anos e a esmagadora maioria com diabetes tipo 2.

Com base em análises e ajustes estatísticos avançados, a equipa pretendia perceber “quais as variáveis que estariam associadas ao desfecho da mortalidade”.

"Uma das coisas que tentamos perceber foi se a gravidade da úlcera estaria a influenciar o desfecho da mortalidade e, estranhamento, ao contrário do que estávamos à espera, é que, de facto, a gravidade da úlcera não parece estar relacionada”, afirmou a investigadora.

Os resultados deste estudo mostram que 30% dos doentes com úlceras de pé diabético morreram ao fim de três anos e que 52% das mortes estavam associadas a infeções, das quais 25% a pneumonias, seguindo-se as doenças cardiovasculares (22%) e doenças malignas (8%).

“Os motivos e causas de óbito que conseguimos analisar são os acidentes vasculares cerebrais (AVC) e as infeções”, esclareceu, adiantando que também a idade e incapacidade física são fatores associados a um maior risco de morte.

O estudo mostrou ainda que os participantes que já tinham tido úlcera de pé diabético (43%) tinham menor risco de morrer, algo que, segundo a investigadora pode estar correlacionado com o acompanhamento médico e resiliência dos doentes.

“Sabemos que aqueles que resistem ao primeiro ‘grande assalto’ ao organismo que é feito pela presença de uma úlcera, acabam por ser os mais resilientes, até porque têm cuidados médicos mais detalhados e um seguimento clínico diferente”, referiu, adiantando que as úlceras de Pé Diabético são das complicações da diabetes com “maior impacto para os doentes e serviços de saúde”.

À Lusa, Matilde Monteiro-Soares adiantou que o objetivo da equipa de investigadores passa agora por conseguir financiamento para perceber se alguns biomarcadores podem ajudar a “compreender melhor os mecanismos da úlcera de pé diabético, o aumento de risco de mortalidade e o processo que está envolvido”.

A equipa de Matilde Monteiro-Soares já tinha realizado outro estudo que mostrou que ao fim de um ano, 7% dos indivíduos com diabetes tipo 2, desenvolveram úlcera de pé diabético.



FONTE

Lusa/Fim

sábado, 9 de maio de 2020

Gato abandonado guia mulher até corredor de comida para animais no supermercado

Gato abandonado guia mulher até corredor de comida para animais no supermercado

Animal senta-se no passeio à porta de um supermercado à espera de atenção.




Uma mulher registou em vídeo o momento em que um gato abandonado a guiou para a zona de comida de animais, dentro de um supermercado, no México.

O momento, partilhado por Tania Santos mostra o animal sentado num passeio à frente de um supermercado. Momentos depois, o gato guia a mulher até ao interior da loja, mais precisamente para a secção da alimentação dos animais.

O vídeo partilhado pela mulher através das redes sociais, já conta com milhares de visualizações.






Dia Mundial da Adesão - 40% dos doentes em Portugal não cumprem a medicação de forma consistente

  Dia Mundial da Adesão 40% dos doentes em Portugal não cumprem a medicação de forma consistente      Cerca de 35% dos inquiridos não fala c...